segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Cinco anos sem o nosso Gegê

Edson Geraldo Gomes (Patos, 6/4/1949 - Belo Horizonte, 27/9/2008)


27 DE SETEMBRO DE 2008. DESPEDIA-SE o “Repórter Panorâmico" da Clube, o Gegê do “BG Total”. A convite do Blogue, companheiros revivem momentos com o saudoso radialista patense.
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“O tempo anda sempre e não repousa... essa vida não vale grande cousa”. A frase do poeta Guilherme de Almeida era um dos bordões preferidos do Gegê, em sua comunicação diária pela Rádio Clube de Patos, em que mostrava toda a sua competência na arte de envolver o ouvinte e levar até ele informações úteis e responsáveis, marcas do verdadeiro profissionalismo.
A sua passagem por esse mundo foi muito rápida e ao mesmo tempo intensa, em suas múltiplas atividades ao microfone, como redator, criador e apresentador de programas musicais e outros, cronista esportivo e, principalmente, repórter, a sua grande marca; eclético, completo. Era sempre o repórter-master na Festa Nacional do Milho. Brilhou em todos os momentos, seja entrevistando autoridades ou dirigentes de entidades até pessoas simples, sobre temas variados. 
Preparava com carinho todos os seus programas, para levar até o ouvinte novidades sempre. As audições não se repetiam. 
Nas transmissões esportivas era o “repórter panorâmico”, com suas anotações infalíveis sobre Clubes e jogadores, deixando o torcedor por dentro de todos os detalhes. Compenetrado ao máximo, dizia: “Microfone ligado, fone plugado, celular desligado”. Era a sua forma de atuar, um verdadeiro exemplo para todos os repórteres.
Rubro-negro doente (eu sou Vasco). Por isso evitava sempre entrar em assunto de futebol para não gerar contrariedades. Jamais se esqueceu do seu “Mengão” nos programas da Rádio. A “nação rubro-negra”, como dizia, apaixonadamente. Era o único time para o qual torcia.
É isso aí... Cinco anos sem o Gegê, sem o meu compadre Edson Geraldo, eternizado com os seus bordões, como “Lex trex... tchéuris paca”, seu profissionalismo e, principalmente, sua competência. Tudo isso ele deixou, como exemplo para todos nós. Em sua homenagem, denominamos de Cabine Panorâmica “Edson Geraldo”, o local de transmissão da Rádio Clube no Estádio “Bernardo Rubinger”. Foi uma simples homenagem, bem pequena, pela grandiosidade que foi o “nosso” Gegê. (ADAMAR GOMES)
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Grande companheiro, profissional ao extremo, ótimo pai de família, pessoa boníssima e honesta. Assim foi o nosso “GG”, o “bom de viagem”, conforme gostava de falar para mim e o Geovane Machado. Ainda me recordo do seu Fiat 147 amarelo. Saímos várias vezes para aquele encontro costumeiro após o trabalho. Sempre me dando dicas. “Olhe... você tem que falar isso, pois há um comentário na cidade que esse problema está acontecendo no Clube” ou até para elogiar, “Parabéns, ouvi o 'Bola na Rede' e é aquilo mesmo que você falou”. 
Poxa... cinco anos sem o grande amigo. Uma pena para todos nós, sua ida precoce. Poderíamos ainda estar aqui adquirindo mais conhecimentos com ele. Foi, realmente, um dos melhores companheiros que tive. Criterioso, gostava muito de uma couve que minha esposa, Lia, sempre preparava para ele, cortada fina, com arroz branco. Preocupava-se muito com as equipes patenses, pela situação financeira em que viviam.
Pois é. São muitas histórias que eu poderia estar aqui relatando. Esses anos de convivência foram ótimos. Aprendi quase tudo do pouco que sei hoje, sobre Rádio. Grande companheiro. Sinto muito sua falta, pelas frases abertas ditas. Cinco anos sem o nosso Gegê. Fica aqui a nossa homenagem ao flamenguista e grande conhecedor de futebol. “O negócio é andar e rezar, reze por mim.” Simbora, raiol! (FAUSTO MUNDIM)

23/5/1975: inauguração da sede própria da Fepam (Acervo LEPEH)
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Sempre fui fã de Edson Geraldo por considerá-lo o comunicador mais espontâneo do Rádio de Patos de Minas. A naturalidade com que o Gegê transmitia informações e até mesmo a sua opinião contribuiu para que eu me tornasse um admirador da Rádio Clube. Seu saudosismo em relação ao futebol (provavelmente por ser flamenguista) nunca me impediu de reconhecer o grande profissional da comunicação e a pessoa especial que foi Edson Geraldo. Sinto saudades e guardo enorme carinho por ele.  (DÉRCIO RODRIGUES)
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O Gegê nos fazia sentir inserido da cultura brasileira e global, ao mesmo tempo em que integrava  cultura local. Ou seja, nos anos 1970, o Gegê já praticava a cultura “glocal”, tão propalada hoje, em tempos de globalização. Esse nosso Gegê era realmente "O DJ". O cara era antenado, acompanhava tudo de rádio. Era um comunicador irreverente, inteligente e instigante. Só um defeito: flamenguista! Que saudade! (MARCOS RASSI)
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Cada pessoa que passa por nossa vida passa sozinha, pois cada ser é único, e nenhum substitui o outro. Porém, ao passar por nós, deixa um pouco de si e leva um pouquinho da gente. Essa é umas das mais belas responsabilidades da vida. Há pessoas que vêm e que ficam; outras, vêm e passam; algumas, vêm, ficam e, antes do combinado, se vão para o andar de cima, mesmo sem nossa permissão. Muitas vezes, suportamos a morte de alguns de nossos maiores amores, mas  jamais nos esquecemos da partida de grandes amigos. Há cinco anos, num dia sem graça de setembro, ele partia deste mundo, deixando inúmeros amigos, dentre os quais me incluo, honrosamente. Quando chegar minha vez de subir, levar-lhe-ei notícias de nosso Mengão! (JÚLIO CÉSAR RESENDE)
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Tive a sorte de ter convivido e aprendido muito com o "Nosso GG". Sem dúvida alguma, um dos melhores amigos que alguém poderia ter. Restam a saudade e as boas lembranças do grande amigo. (NIVALDO SOARES)
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Em janeiro de 89 juntamos alguns bancários de Patos, na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil, na Praça dos Bandeirantes, e fundamos o Sindicato dos Bancários de Patos de Minas. Lá estava o bancário Edson Geraldo. Após a criação do sindicato, fomos a um bar ali do lado do Banco do Brasil e estava lá, inicialmente, o radialista Edson Geraldo. Ao final da entrevista, fomos comemorar e aí, bebendo conosco, lá estava o amigo Edson Geraldo. Tive a honra de compartilhar com o Gegê muitos momentos de alegria pura e de descontração. Edson Geraldo Gomes, presente. (ADILSON SOUSA)

Anos 90s: Edson Geraldo na Redação da Clube (arquivo)
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Ao longo de mais de 70 anos de história da Rádio Clube de Patos, podemos afirmar que Edson Geraldo Gomes está entre os mais capacitados profissionais que prestaram serviço à nossa Organização. Responsável ao extremo, competente em todas as suas áreas de atuação, sempre foi um modelo de radialista para todos os seus companheiros.
Lembro-me do Edson Geraldo iniciando seus trabalhos, lá no início da década de 60. Desde os primeiros passos já se podia afirmar que teria uma trajetória brilhante, como de fato veio a se confirmar.
À frente do microfone, conduziu vários programas. Participou de inúmeras transmissões externas. Foi o nosso principal repórter nas coberturas da Festa Nacional do Milho. Tinha uma paixão muito grande pelas transmissões esportivas, em que deixou sua marca de repórter inigualável. Sempre bem informado, Edson Geraldo cativou a todos, companheiros e ouvintes, com uma comunicação sadia e inteligente.
Integrou também na área comercial, sendo um excelente agenciador de publicidade. Ótimo criador de textos e entendedor da dinâmica de uma rádio AM, criando vários quadros, que eram todos comercializados, com o objetivo de trazer novidades para os ouvintes e, ao mesmo tempo, aumentando o faturamento da Emissora e, logicamente também, a sua participação.
Edson Geraldo, sem dúvida, deixou a sua marca. A Rádio Clube de Patos perdeu muito com a sua ausência. Ao mesmo tempo podemos afirmar que todos nós aprendemos bastante com os exemplos deixados por ele. 
O Sistema Clube como um todo presta a sua homenagem a quem tanto batalhou pela radiofonia patense e regional. (ELMIRO NASCIMENTO)
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Já se passaram cinco anos? Meu Deus! Como a saudade nos faz perder a noção de quanto rápido passa o tempo. Edson Geraldo Gomes, o nosso Gegê. O repórter  Panorâmico... depois, o “Panorâmico antenado”.  Muitas paixões. Paixões nunca abandonadas. Ôpa... minto... o bigode. Companheiro de muitos anos que um dia resolveu abandonar.  Contrariedade?  Muita. Da esposa.  A Ivone nunca aceitou a ideia de ver seu amado sem aquele bigode tão marcante em sua vida, mas, compreensiva, se acostumou sem o bigode do Edson. Suas outras paixões, além da “menina” Ivone e dos filhos Tiago e Luciana? O Flamengo, Roberto Carlos, sua pochete, onde no seu interior colocava suas notas de 1, 2, 5, 10, 20, 50, 10... tudo em ordem. Pra pagar as contas dedilhava as notas até arrumar o valor (risos). Sua boina, seu Fiat Elba, que um dia vendeu e depois comprou de novo. Perdeu dinheiro, mas teve de volta sua fiel companheira. Tomava umas e parece que sua Elba se conduzia sozinha levando o Gegê aonde ele desejava ir. Outra paixão: sua “prancheta”. Ali, tudo registrado de seu trabalho ao longo de décadas como repórter esportivo. O gravador... quantas entrevistas, causos, estórias. Tudo registrado na voz de centenas de pessoas que o Gegê gostava de entrevistar. Católico. Não passava uma semana sem ir à missa. Suas caminhadas sempre com seu radinho. “Rezar e andar” eram sempre marcantes em suas frases ao final de programas.
Gegê, bom marido, bom pai, personalidade forte, exigente, leal, detalhista, pontual, nunca atrasava em seus compromissos; preguiçoso, nas pescarias não lavava nem um copo. Quando lavava, dizia que arrumou tudo (risos); compenetrado em suas tarefas, inovador, sabia valorizar o que mais lhe fazia sentir-se bem: seus programas de Rádio. Gegê criou muitos. Na minha época como colega da Clube, "Passeata – A regra 18 do futebol", "Vanguarda – Uma revista pra ser ouvida", "Bola Cheia", quadro dentro do programa “Sala de Esportes” e tantos outros. Na rádio, nos programas, jamais saía do estúdio, a não ser  pra passar um recadinho ao técnico ou ir ao banheiro. Computador do estúdio? Ele chegava e o retirava da mesa. Não se atualizou com esta modernidade. Celular? Só pra Ivone ligar e saber por onde ela andava.  Era tão avesso ao celular que até esquecia o número de seu próprio telefone.
Já se passaram cinco anos. O quanto perdeu o rádio, o quanto perdeu aqueles que gostavam de ter seus feitos, estórias, enfim, tudo registrado. Não sei quantas, mas são inúmeras as entrevistas de pessoas anônimas, mas que eram admiradas e respeitadas pelo nosso Gegê. Folias de Reis... saía pelas “roças” acompanhado, registrando e valorizando esta parte importante de nossa cultura. Fez até música em homenagem às nossas comunidades. “Andava” muito por todas e era uma festa quando ele chegava.
Nas coberturas de nossos clubes, adorava viajar. Fica bravo quando seu amigo e compadre Adamar Gomes não o escalava. Achava que a gente pedia pra viajar e ele ficava fora. Gostava de viajar pra registrar também fatos marcantes de cidades por onde andávamos. Nas viagens nunca deixava de ir à missa e fazer sua caminhada.
Meu padrinho Gegê (Gegê e Ivone são meus padrinhos de casamento. Muita satisfação minha e de minha esposa Raquel).  Muitas coisas marcantes ao longo de nossa amizade. Não dá pra registrar todas. Nos dois últimos meses de sua vida, duas me marcaram (lágrimas). No dia 2 de agosto Gegê me procurou e disse com serenidade com um pequeno objeto na mão: fui a Aparecida do Norte e trouxe uma pequena lembrança pra quem considero amigo. Estendeu a mão e me entregou um chaveirinho do Cruzeiro. Ao fundo, a frase “Ao meu amigo Geovane Machado. 27.07.2008”. 
No dia 26 de agosto, inúmeras vezes me ligou. Já tinha tomado umas. Quase não entendia o que ele queria dizer. Mas era ir com ele, só eu, ele e o Toninho Cury até Boassara, na casa do Aparício. Lá, como fomos bem recebidos! Cerveja, frango caipira, leitoa e muita prosa. Toninho, só motorista. Não podia beber; eu e o Gegê, começamos já na Avenida Brasil.Estava tudo pronto para um churrasquinho com minha família... mudança de programa. Esposa e filhos ficaram bravos, mas algo me dizia que eu teria que ir com meu amigo. Foi a última.  Exatos 30 dias depois ele nos deixou. Deus foi quem planejou a despedida. Quanta saudade... estórias... risos... pescarias... viagens. Enfim, uma amizade pra sempre. Um pouco longo o registro sobre o nosso Gegê, mas pequeno diante de nossa amizade. Quão difícil foi dizer a ele no dia 28 de setembro de 2008: “Vá com Deus, meu amigo!” (GEOVANE MACHADO) 
Recorde a comunicação do Gegê neste PODCAST no saite clubeam.com.br .

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“HERRAMOS”

Sexta-feira (20), na FOLHA DE S.PAULO:

"O lado bom de decisões colegiadas é que, ao contrapor diferentes perspectivas, escapam ao unilateralismo do juiz singular que, como todo ser humano, é prisioneiro de suas simpatias e preconceitos. Acórdãos são, por definição, mais multifacetados e maduros do que sentenças monocráticas".
A expressão "sentenças monocráticas" é um pleonasmo vicioso equivalente a "acórdãos colegiados". Escreva DECISÕES monocráticas.

O uso do advérbio "mais" conduz ao entendimento de que, embora em menor grau, sentenças também são "multifacetadas", o que contradiz a afirmação imediatamente anterior, apontando o "UNILATERALISMO do juiz singular".

"Juiz singular" é outra redundância, haja vista que não há "juiz coletivo". O correto é JUÍZO singular ou ÓRGÃO singular. E quanto aos ministros, também não são seres humanos cujos votos expressam simpatias e preconceitos? Não há porque considerar o unilateralismo de votos prevalentes menos pernicioso.
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